Postagens

Meu filho

 Um mês já se passou da chegada do meu filho. Parece que foi ontem. Um mês de muitos desafios, medos, ansiedade, insônia, dentre outro adjetivos que se forem aqui mencionado o posto somente seria deles. Este um mês me ensinou muita coisa... Me achava um homem durão, que quase nunca chora ou que segura o choro e somente chora quando a realmente uma necessidade, esse foi o primeiro tabu que esse pequeno quebrou em minha vida, claro, chorei a primeira vez que o vi e tal choro se repete nesse com qualquer coisa que possa vir dele, seja esse choro de felicidade, preocupação, medo. Nas primeiras semanas minha preocupação era dele engasgar, morria de medo a cada mamada, tal medo é superado com o passar do tempo, fiquei tranquilo você que será pai. O medo existe, mas você aprende a lidar com ele, você mesmo sendo um chorão está pronto para encarar o mundo, está pronto pra quebrar portas, e desafiar qualquer coisa para defender esse pequeno ser que entrou em sua vida do nada, do dia p...

3003

 Comecei este blog há quase 20 anos atrás. Passou ele por muitos momentos, confesso que com maior intensidade nos anos posteriores a 2007, pois foi quando me mudei para o DF que meio que abandonei o mesmo. Volta e meia querendo volta, hora pensando em escrever, hora com preguiça. Mas sempre passo por aqui, leio, releio e mato a saudade de um passo, que hoje já não é mais recente (quase 20 anos...), mas fatos que parecem ter acontecido ontem. Vinte anos... Quase. No dia 30/03 tive a maior experiência de minha vida, me tornei pai. Não poderia deixar de fora este acontecimento, neste que é ainda um diário, um memorando, ou algo do tipo. Se alguém irá ler? Creio que não, ninguém, além de mim. Mas que aqui fique registrado.   Meu filho João Miguel, que Deus lhe abençoe, que São Miguel Arcanjo lhe proteja, te amo como jamais pensei amar alguém nessa vida. Te amo!

Acho que vou voltar...

Estava dando uma olhada por aqui, e vi que há muito texto interessante. É bom você reler coisas que você escreveu a mais de dez anos. Algumas coisas estão atuais, outras nem tanto. Mas o que pude perceber, é que antes, eu tinha muita imaginação. O que mudou? Para onde elas foram e o que aconteceu? Eu não sei, mas vou procurar saber. Talvez a condição na qual vivo hoje, de ser um “funcionário padrão do sistema“, com trabalho, horas, reuniões e   imposições do sistema? Não, sei, creio que sim. As ideias se esvaíram, mas para cá retornarão. Já são mais de dez anos de existência do blog, claro que há muito lixo no meio, mas também há algum conteúdo por ai. Então, remodelei a cara do site, limpei a poeira, e estou pronto pra recomeçar. Vamos agora desenferrujar as ideias...

Tão eu

Saudade que bate, que late Que baste. Saudade que fere, que tolere Que espere. Saudade que mata, que dilata ... barata

um novo Começo?

De 2003 pra cá. Cá estou de 2003. Coisas passaram, textos foram escrito. Novidades aconteceram o menino cresceu. Abandonou o blog Mas não perdeu a identidade. O jovem voltou, E tem novidades? Vamos acompanhar pra ver.

Saudade

Sentimentos afloram-me a pele Ainda que nem um olhar possa existir, Unida à solidão, sempre penso nele. Do passado; a ternura... Tenho que assentir. Acredito no passado, esperança talvez, De reviver um tempo bom; a viver contigo. Esqueço-me que estou só, sem tu... Triste, com minha altivez
Je suis retourné Uma possível volta, talvez a reviravolta... Uma possível mudança, talvez na volta. Tudo muda? Muda tudo... Muda o tempo O tempo muda As pessoas mudam Mudas ficam as pessoas. Mudas pessoas. Ruim que mudam.
Linha 347 De todas as novidades que já presenciei com minha mudança para a Capital Federal de meu país confesso que a que vi no dia de hoje foi a que mais me deixou atônito, tanto que me fez correr a vir novamente escrever uma crônica (que a muito não escrevia). Acontece que nos dias de hoje, morando em Brasília e trabalhando no centro de Brasília (Plano Piloto), minha locomoção ao trabalho é por meio publico. Sim, vou trabalhar de ônibus. Os gastos que estava tento eu com meu automóvel para ir trabalhar, estava por demais, diante de uma miséria que espero ser passageira um, dos meios a economizar foi abandonar meu carro e passar a vir de ônibus (a empresa que trabalho paga). É mais ou menos assim que funciona: acordamos eu e a Maria às 6 horas da manha. Arrumamos-nos, tomamos um rápido café da manhã e vamos embora pro batente. Como moramos em um condomínio fechado a rua principal fica a uns quinhentos metros subindo (nem se compara com as subidas de Auriflama), devido a este peq...
Mãe sabe das coisas... A primeira briga a gente nunca esquece... Deveria ter eu uns nove pra doze anos, estava na quarta serie do ensino fundamental; moleque mirrado, baixinho (como sempre) seria fácil, qualquer um “quebra a minha cara” a vergonha para esse pobre menino seria catastrófica. Minha mãe por vezes, melhor dizendo, sempre tentou que eu fosse um futuro rapaz “corpulento” (diga-se de passagem, que nos dias de hoje meu corpo está realmente lento) sempre me dava algo para crescer e ser um homenzarrão forte e saudável. Resgatando os arquivos de minha memória lembro (não sei a idade) quando eu era uma criança pequenininha minha mãe dava ovos de pata para eu beber. O modo como era preparado eu não me lembro, não sei se era cru, cozido ou frito, porém lembro vagamente de minha mãe indo atrás dos tais ovos. Tomava, bem capaz que gostava dos danados, pois do contrário o gosto ruim não iria sair de minha memória. O tempo vai passando a criança vai crescendo e abandonam-se os ovos de pa...
Apesar da confusão danada que se armou no decorrer do texto, tudo e qualquer palavra, tanto como a estória, fazem sentido... Digamos que o complexo de "R"... Faz sentido, acredite!!! rei rebelde rumo rogando raivosamente, raciocino rápido o rapé. regozijo a regicida razoável. relâmpagos relembram-me rutilante. ralho à rapariga rani, rapsódio recapituladamente Rimance. respondeu rajá, rumo a renuncia. ranzinza, relembra rusgas recentes. rodo rindo resfolegantemente, ricto a rinite rotineira, revulsão rápida. rumo a republica rapidamente. rafado e raivoso. recapturo uma raineta rapapéio ao rapaz que rapace, riba ao rapadouro, rapto raquel com realengo. rurigena rurógrafo, ramnáceas. rumo rápido a ramalheteira. realista recai ao rafado. roí a ricota ritmicamente. revogo a ramalheteira rebeldemente, révora é revoltoso e rezo, reparo o reino repentino. regugito o reide de meu reinol.
Pum: O Grande Momento de um Namoro. Namorar é talvez uma das melhores coisas que podem acontecer na vida de um adolescente, mais ainda se esse morar em uma cidade do interior, cidade pequena eu diria, onde não tem muito que se fazer, sendo, arrumar uma namorada pode então ser um ótimo entretenimento. É interessante como a coisa começa, hoje em dia com a modernidade, o que não é mais segredo pra ninguém, começa-se com uma “ficada”, o meu começou assim; eu que não sou tão antigo, não consigo imaginar como se começaria um namoro sem as típicas “ficadas”. Ta... tenho certa noção da coisa, mas que deve ser estranho, isso deve. Pois bem, comigo a coisa não foi diferente, iniciei um namoro como uma das típicas “ficadas”, muito estranho a primeira vez que você “fica”, é algo meio frio, algo sem importância, a não ser que você tenha segundas intenções, no meu caso eu não tinha. E após, se não me falhe a memória, quinze dias “ficando” acabo por pedir a dita cuja em namoro, hoje minha ex-namorada...
Alguns Momentos... Seria junho, ou julho, não me lembro... Não me importa lembrar-se do mês, e sim do fato ocorrido com João... Da pequena Vila onde moravam eram, os, chamados por alguns: "Diferentes!". Pelo simples fato de fazer-lhes de suas vidas o que bem entendiam o fato de estarem à mercê de sociedade, diga-se de passagem, fechada, talvez por isso fossem os diferentes... Raimundo estava no seu quarto. Era noite... A espera por tal episódio, nunca antes sonhado, estava por vir, e ele tinha de se preparar para tal. Ir de corpo presente para o espetáculo era algo que qualquer um ali na vila o faria, mas com Raimundo a coisa deveria, teria de ser diferente. Então lá estava ele em seu quarto, trancando ouvindo suas musicas favoritas, se preparando ou talvez quem sabe ensaiando... Lá fora o mundo desaba em água apesar do mês friento, onde chuvas nesse período são raras de ocorrerem, porém, quando se tem é forte por demais. Sentado no chão, tinha a sua disposição um pequeno est...

Se queres saber, não quero mais...

Se queres saber, não quero mais... Se queres saber, meu lugar é ser um Ser distante mesmo... Se queres saber moro no Núcleo. Se estou longe de minha família estou triste, mas estou bem. Bem por partes, por que tenho quem me queira... Se irei vencer não sei, creio que sim... Pra vocês egocêntricos??? O que mais de um tchau... Como diria Mario Prata: "Desculpe o mal jeito... Tchau." É mais ou menos por ai... Obrigado Zé, mais uma vez me salvou... Com todas as honras

Todos

Todos O medo, algo tão particular quando a dor, O sexo, algo tão bom quanto uma vitória, A morte, algo tão estranho quanto o amor, A inexperiência, algo tão sombrio quando a amargura. Estou submerso na prisão de Eufrates, Almas e braços calejados, um fruto da derrota. Perdido na obscuridade misturado aos trastes, Sem forças para lutar, a derrota parece-me chegar. Usurparam-me da alegria de viver, Aonde estou não sei, onde me encontrar nem menos. O Silencio que é de meia-hora dura uma eternidade. O inimigo que era distante parece-me querer. Estou caindo e nem menos sei onde parar, Onde o meu mais intimo é Apolion... Só agora já cansado é que percebo onde estou, Em um lugar onde muitos chamam de solidão.

Eu não sei quem foi...

Eu não sei quem foi... É sempre no mesmo horário que desperta o meu despertador. Isso sendo de segunda a sexta, os dias que eu trabalho. Vida rotineira a minha, de acordar, ir ao banheiro e sempre no amanhecer ver aquele rosto quase sempre por barbear no espelho do banheiro, espelho pequeno como tudo em meu apartamento, espelho que reflete um rosto cansado, não de dormir, mas de rotina, eu acho. Sempre. Sempre a mesma coisa todo santo dia. Já a mais ou menos uns cinco anos que faço isso rotineiramente: acordo; vou ao banheiro dou uma boa olhada no espelho, pego minha escova e escovo meus dentes. Há a rotina no trabalho também, mas prefiro não relatar, não gosto do meu emprego, gosto do dinheiro. É aquela coisa de fazer por grana, para viver. Viver uma vida de rotina, grande coisa... Dizem que a rotina atrapalha e muito a vida de uma pessoa, ainda mais ela estando com um parceiro; não tenho parceira, mas...

Uma Nova Vida?!

Uma nova vida?! Sim, poderia dizer que sim... Uma nova vida! Mas com relação a que? Faz tanto tempo que não escrevo que várias coisas aconteceram, coisas que nem vou dizer aqui (não compensam?), coisas que não tem importância. Uma delas, esta creio que seja interessante onde se baseado escreverei essa crônica, é o fato de eu ter me mudado pra outra cidade. Sim, já não moro mais em minha pequena e pacata cidade a mais ou menos nove meses. Estou morando com minha irmã (Lígia), em uma cidade um pouco maior (muito maior), estamos dividindo um apartamento, ela estudando e eu após a formatura procurando um emprego na dura vida de um formado. Diga-se de passagem, depois de longos nove meses morando aqui, ainda não arrumei um emprego (esta mais difícil do que eu pensava). Pois bem, acontece que morar fora de casa é algo novo, não somente pra mim como também pra minh...
A Última Crônica Fernando Sabino "A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balc?o. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com ?xito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da conviv?ncia, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguiç?o do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noç?o do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". N?o sou poeta e estou sem assunto. Lanço ent?o um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica...
Estou voltando.... Para Viver Um Grande Amor Vinicius de Moraes Para viver um grande amor, preciso é muita concentraç?o e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor. Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — n?o tem nenhum valor. Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor. Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenç?o como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que n?o esteja apaixonado, pois quem n?o está, está sempre preparado pra ch...
Autor: Sérgio Antunes Publicação: Jornal Estado de São Paulo Data: 22/09/1999. Os prazeres de morar sozinho O bom é morar sozinho. Chegar em casa à noite e encontrar o papelzinho amassado, com o endereço precioso que se deixou pela manhã. Mesmo que seja a manhã de terça da semana passada. Ou poder ligar o rádio, a tevê e ainda ouvir, ao mesmo tempo, o disco preferido – de vinil – além de não ter que dividir com ninguém a lâmina de barbear, especialmente com axilas alheias. Quer coisa melhor do que assistir àqueles eloqüentes debates esportivos sem ninguém para reclamar? E luta de boxe, então? E comer biscoito na cama ou ficar horas no banheiro lendo o Estadão com ninguém batendo na porta? Alguns dirão que sou egoísta. Ou avesso à família. Pode ser. O fato é que custei a compreender as del...
Vendedor é vendedor, “mecânico” é “mecânico”e eu sou mais eu. Olá, vamos direto ao que interessa... Eu nessa minha vida de tecnologias – computadores – já ouvi de tudo. Várias asneiras no mundo do irc, vários comentários inocentes, coisas estúpidas, feitos marcantes. Até então só risadas, de minha parte e de companheiros que junto comigo passam a madrugada tendo que aturar a inteligência alheia. Venho através dessa, com muita repulsa relatar o fato que acaba de me ocorrer, você assim como eu vai sentir vontade ao final desse texto dar risada, sair correndo, ficar indignado, matar! Vamos começar do princípio. Eu mesmo que “ajeito” meu computador seja para formatar, instalar, hardware, tudo, se tem um problema, prefiro eu mesmo arrumar a ter que levar em uma oficina onde um “técnico” colocará sua...