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Acho que vou voltar...

Estava dando uma olhada por aqui, e vi que há muito texto interessante. É bom você reler coisas que você escreveu a mais de dez anos. Algumas coisas estão atuais, outras nem tanto. Mas o que pude perceber, é que antes, eu tinha muita imaginação. O que mudou? Para onde elas foram e o que aconteceu? Eu não sei, mas vou procurar saber. Talvez a condição na qual vivo hoje, de ser um “funcionário padrão do sistema“, com trabalho, horas, reuniões e   imposições do sistema? Não, sei, creio que sim. As ideias se esvaíram, mas para cá retornarão. Já são mais de dez anos de existência do blog, claro que há muito lixo no meio, mas também há algum conteúdo por ai. Então, remodelei a cara do site, limpei a poeira, e estou pronto pra recomeçar. Vamos agora desenferrujar as ideias...

Tão eu

Saudade que bate, que late Que baste. Saudade que fere, que tolere Que espere. Saudade que mata, que dilata ... barata

um novo Começo?

De 2003 pra cá. Cá estou de 2003. Coisas passaram, textos foram escrito. Novidades aconteceram o menino cresceu. Abandonou o blog Mas não perdeu a identidade. O jovem voltou, E tem novidades? Vamos acompanhar pra ver.

Saudade

Sentimentos afloram-me a pele Ainda que nem um olhar possa existir, Unida à solidão, sempre penso nele. Do passado; a ternura... Tenho que assentir. Acredito no passado, esperança talvez, De reviver um tempo bom; a viver contigo. Esqueço-me que estou só, sem tu... Triste, com minha altivez
Je suis retourné Uma possível volta, talvez a reviravolta... Uma possível mudança, talvez na volta. Tudo muda? Muda tudo... Muda o tempo O tempo muda As pessoas mudam Mudas ficam as pessoas. Mudas pessoas. Ruim que mudam.
Linha 347 De todas as novidades que já presenciei com minha mudança para a Capital Federal de meu país confesso que a que vi no dia de hoje foi a que mais me deixou atônito, tanto que me fez correr a vir novamente escrever uma crônica (que a muito não escrevia). Acontece que nos dias de hoje, morando em Brasília e trabalhando no centro de Brasília (Plano Piloto), minha locomoção ao trabalho é por meio publico. Sim, vou trabalhar de ônibus. Os gastos que estava tento eu com meu automóvel para ir trabalhar, estava por demais, diante de uma miséria que espero ser passageira um, dos meios a economizar foi abandonar meu carro e passar a vir de ônibus (a empresa que trabalho paga). É mais ou menos assim que funciona: acordamos eu e a Maria às 6 horas da manha. Arrumamos-nos, tomamos um rápido café da manhã e vamos embora pro batente. Como moramos em um condomínio fechado a rua principal fica a uns quinhentos metros subindo (nem se compara com as subidas de Auriflama), devido a este peq...
Mãe sabe das coisas... A primeira briga a gente nunca esquece... Deveria ter eu uns nove pra doze anos, estava na quarta serie do ensino fundamental; moleque mirrado, baixinho (como sempre) seria fácil, qualquer um “quebra a minha cara” a vergonha para esse pobre menino seria catastrófica. Minha mãe por vezes, melhor dizendo, sempre tentou que eu fosse um futuro rapaz “corpulento” (diga-se de passagem, que nos dias de hoje meu corpo está realmente lento) sempre me dava algo para crescer e ser um homenzarrão forte e saudável. Resgatando os arquivos de minha memória lembro (não sei a idade) quando eu era uma criança pequenininha minha mãe dava ovos de pata para eu beber. O modo como era preparado eu não me lembro, não sei se era cru, cozido ou frito, porém lembro vagamente de minha mãe indo atrás dos tais ovos. Tomava, bem capaz que gostava dos danados, pois do contrário o gosto ruim não iria sair de minha memória. O tempo vai passando a criança vai crescendo e abandonam-se os ovos de pa...